Por quê a crônica de Zeca Camargo merece ser discutida.

Vinte e quatro horas são suficientes para saturar um assunto. Desde o dia 24 de Junho de 2015 (data da morte de Cristiano Araújo) não se fala em outra coisa. Já sabemos a cidade em o cantor nasceu e qual a marca das rodas de seu carro. Agora este mesmo prazo é suficiente para massacrar um jornalista bom vivant que escreveu a respeito dos impactos da morte do mesmo na sociedade como um todo.

Zeca, o protagonista da polêmica, não possui nenhum prêmio relevante do mundo jornalístico. O mesmo possui cinco livros escritos. Nos tais, ele não aborda investigações criminais, entrevistas exclusivas, pautas de inclusão social ou algo do tipo. Quatro livros tratam dos locais turísticos que visitou e um outro é sobre entrevistas do mundo da música pop.

Agora podemos entender um pouco porque Zeca sofreu tantas críticas. As palavras dele foram duras demais para alguém que não representa o poço de cultura a aparentou defender. Entretanto, seu texto é coerente e certeiro. Mesmo vindo de alguém cujo maior legado foi dançar como uma odalisca no programa do Jô, ele foi o único jornalista que abordou de forma franca a crise musical que o Brasil vive.

O sertanejo dos anos 90 em nada se parece com o “universitário”. O primeiro não tem seu valor cultural questionado. Falava de amor, saudade, despedida. Já o atual se divide em letras superficiais e outras que beiram a burrice. Tornou-se um genérico onde todos são iguais cantando as mesmas futilidades. O cantor Jorge (da dupla Jorge e Mateus) já manifestou sua insatisfação em entrevista a UOL: “Nosso meio é podre e eu tenho nojo”.

No final das contas, seu texto não está focado em Cristiano. Apenas usa de sua morte como trampolim para falar de algo muito maior: a imbecilização da música, a qual Cristiano era um dos artistas proeminentes. Sendo assim, quase todos os artistas do meio de uniram para protestar e zelar por suas imagens. Vários postaram fotos nas redes sociais tapando os ouvidos. Uma maneira não muito madura de contra-atacar.

Desabado em críticas, Zeca fez um fraco pedido de desculpas na TV . Por fim, a crônica de Zeca Camargo deixa os goianos particularmente incomodados. Nosso estado é berço do sertanejo dos anos 90 e reduto da música tosca de hoje em dia. Se há quem produza música ruim, também há quem consuma. E a validade dessa cultura como boa ou ruim precisa sim, ser debatida.

Zeca Camargo cumpriu sua função como jornalista: questionou comportamentos, princípios e valores. Resta a nós admiti-los ou discordar de forma educada. Mas… como discordar?

Thales Rodrigues
Jornalista, acadêmico de Direito, 21 anos. Anápolis – GO

Governo Tucano em Goiás atesta incompetência ao propor militarizar mais 8 escolas

“Militarização dos Colégios de Goiás, é um atestado de incompetência”, afirma dirigentes estudantis.

O governador Marconi Perillo encaminhou, na quarta-feira (24), à Assembleia Legislativa de Goiás, projeto de lei que dispõe sobre a transformação de oito unidades de ensino público em colégios militares em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo.

Enviado em caráter de urgência à Alego, o projeto determina prazo de até 30 dias para que a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) e o Comando-Geral da Polícia Militar adotem todas as medidas administrativas para que os colégios militares passem a funcionar em sua plenitude.

São listados no processo de número 2015002180 os colégios estaduais Miriam Benchimol, Waldemar Mundim e Jardim Guanabara, em Goiânia; Colina Azul, Mansões Paraíso, Madre Germana e João Barbosa Reis, em Aparecida de Goiânia; e Pedro Xavier Teixeira, em Senador Canedo. No total, ao longo deste ano, 24 unidades serão transformadas em colégios militares.

Na mensagem, o governador justifica a necessidade de transformação “em razão dos bons resultados apresentados pelos colégios militares, que proporcionam rigoroso padrão de qualidade, primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) de Goiás e destaque no Enem”.

Diz o texto ainda que os colégios militares “têm sua eficácia e credibilidade atestadas pela comunidade, que ressalta, inclusive, os ensinamentos de cidadania que são ministrados, com destaque para o respeito ao cidadão”

Segundo o projeto, ficará a cargo da pasta da Educação propor ao governador a extinção dos cargos em comissão ou funções comissionais “quantos bastem” para compensar o custo financeiro decorrente do acréscimo de Funções Comissionadas de Administração Educacional Militar.

A mensagem ressalta ainda que a execução da medida “em hipótese alguma” poderá trazer prejuízo aos alunos, ficando vedada a transferência de pessoal docente ou administrativo para outros colégios da Seduce, a fim de que a regularidade do ensino nelas seja mantida intacta.

Foto: Wesley Costa

Com informações de Diário da Manhã

Audiência discute inserção da “Ideologia de Gênero” no plano municipal de educação

O projeto chegou na Câmara Municipal de Teresina para ser votado em caráter de urgência

 A Câmara Municipal de Teresina vai discutir na próxima terça-feira, dia 23, em audiência pública, a inserção da “Ideologia de Gênero” no Plano Municipal de Educação, que trata das políticas curriculares apontando a diversidade e a identidade de gênero de crianças e adolescentes. O requerimento proposto pelos vereadores Cida Santiago (PHS), Dudu (PT) e Teresa Brito (PV), vai aprofundar as discussões do documento que gerou polêmica na última semana. A ideia é que a partir da audiência seja aprofundado e discutido pelos vereadores, autoridades da Educação Pública da capital, da defesa da criança e do adolescente e pela população em geral.

Participarão representantes do movimento LGBT, Secretaria Municipal de Educação, Arquidiocese de Teresina, vereadores da capital e demais entidade ligadas à temática. O projeto chegou na Câmara Municipal de Teresina para ser votado em caráter de urgência para que o plano municipal possa está alinhado ao plano nacional. Em 2014, o Congresso Nacional havia retirado do Plano Nacional de Educação (PNE) todas as menções a “Ideologia de Gênero”, mas o atual governo voltou com as discussões a respeito da temática.

A vereadora Cida Santiago (PHS) defende que a “Ideologia de Gênero” é contrária ao plano de Deus e fere gravemente a identidade da família. “Vamos mobilizar todos os nossos vereadores para que nenhum artigo referente a este assunto seja inserido no Plano de Educação Municipal. Defendemos a vida e a família e vamos ser incansáveis para retirar esta ideologia do PNE. Estão tentando mostrar a família como uma instituição falida e coibir a responsabilidade dos pais na educação dos seus filhos. Seremos incansáveis para que isto não seja aprovado”, afirmou a vereadora Cida Santiago.

O Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no ano passado (Lei 13.005, de 25 de junho de 2014), prevê metas da educação básica até a pós-graduação para serem atingidas nos próximos dez anos. A lei estipula que os estados e os municípios elaborem os próprios planos para que as metas sejam monitoradas e cumpridas localmente. Foi determinado o prazo de até 24 de junho de 2015 para que os planos sejam aprovados. Dentro deste plano, o PNE previa, originalmente, acrescentar nas escolas o ensino da ideologia de gênero.


“Travesti crucificada” na Parada fala sobre polêmica e diz que viveu homofobia e transfobia

“Representei todas as mortes e agressões que vem acontecendo contra a classe LGBT e também por falta de leis. Jesus morreu por todos, foi humilhado, motivo de chacota, agredido e morto, é o que vem acontecendo diariamente com LGBTs”, defendeu.

A modelo Viviany Beleboni dividiu opiniões no domingo (7) ao aparecer crucificada e cheia de hematomas na 19ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Tanto por parte de fundamentalistas religiosos quanto de pessoas que compõem a diversidade sexual e de identidade de gênero. No discurso, enquanto alguns criticavam a comparação com Jesus e diziam que a manifestação estava apelativa. Outros defendiam que ela conseguiu transmitir a mensagem dos crimes que rondam a comunidade LGBT e de como ela é crucificada pela sociedade.

Em depoimento, Viviany – que é uma travesti já conhecida por trabalhos fotográficos e participações em programas de TV – declarou que a ideia não foi ofender a religião. Ao contrário, foi representar os homicídios que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais sofrem no Brasil, baseados na ideia da crucificação diária e recorrente da cultura homofóbica e transfobia.

“Representei todas as mortes e agressões que vem acontecendo contra a classe LGBT e também por falta de leis. Jesus morreu por todos, foi humilhado, motivo de chacota, agredido e morto, é o que vem acontecendo diariamente com LGBTs”, defendeu.

Durante o percurso, Viviany diz que não pensou nas polêmicas, mas que lembrou das vários amigos que morreram vítima da homofobia e transfobia. “Chorei lembrando de amigas minhas que faleceram há alguns dias. E é por isso que digo que as críticas aparecem de quem é iludido ou nunca sentiu o preconceito”.

A modelo lamentou as críticas vindas da própria comunidade e ressaltou que o grupo é desunido. “Se fosse um homem sarado e com volume aparecendo as pessoas iriam amar, tirariam fotos e fariam comentários positivos. Dei a minha cara a tapa e sabia que isso poderia acontecer, pois é uma classe desunida”, afirmou, destacando que Madonna e Lady Gaga – divas e ícones gays – já abordaram a cruz em suas performances e foram ovacionadas.
Sobre as imagens serem fortes ou agressivas, ela diz que faz parte da composição. “Sai purpurina ou confete de agressão? É hematoma, é a realidade. O dia em que vocês sofrerem agressões, xingamentos, apanharem, que fizerem piadinhas de vocês, não reclamem e nem digam que a imagem que veem no espelho está forte”.

Via ACapa

Protesto contra terceirização já tem dois detidos em GO

Manifestantes protestaram desde a madrugada desta sexta-feira (29), em Goiânia, contra o Projeto de Lei 4330/04, que amplia os contratos de terceirização no mercado de trabalho. Integrantes de Centrais Sindicais bloqueiam a entrada de terminais e garagens de ônibus do transporte público. Dois diretores do movimento foram detidos.Segundo os sindicatos, 200 pessoas participam da manifestação. De acordo com a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Bia de Lima, eles bloqueiam a circulação de veículos da Metrobus, que opera o Eixo Anhanguera. Já os manifestantes que estavam em frente à garagem da Rápido Araguaia, uma das empresas de ônibus da capital, dispersaram com a prisão de dois integrantes. Com isso, coletivos de linhas alimentadoras começaram a circular.Segundo a CUT, os dois detidos são dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO). Eles foram encaminhados pela Polícia Militar ao 20º Distrito Policial. Delegado responsável pelo caso, Geraldo Caetano informou ao G1 que eles serão autuados pelo crime de contravenção devido à “infortunação ao trabalho”. Os manifestantes vão assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Em seguida, segundo o delegado, eles serão liberados sem a necessidade de pagamento de fiança.