Governo Tucano em Goiás atesta incompetência ao propor militarizar mais 8 escolas

“Militarização dos Colégios de Goiás, é um atestado de incompetência”, afirma dirigentes estudantis.

O governador Marconi Perillo encaminhou, na quarta-feira (24), à Assembleia Legislativa de Goiás, projeto de lei que dispõe sobre a transformação de oito unidades de ensino público em colégios militares em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo.

Enviado em caráter de urgência à Alego, o projeto determina prazo de até 30 dias para que a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) e o Comando-Geral da Polícia Militar adotem todas as medidas administrativas para que os colégios militares passem a funcionar em sua plenitude.

São listados no processo de número 2015002180 os colégios estaduais Miriam Benchimol, Waldemar Mundim e Jardim Guanabara, em Goiânia; Colina Azul, Mansões Paraíso, Madre Germana e João Barbosa Reis, em Aparecida de Goiânia; e Pedro Xavier Teixeira, em Senador Canedo. No total, ao longo deste ano, 24 unidades serão transformadas em colégios militares.

Na mensagem, o governador justifica a necessidade de transformação “em razão dos bons resultados apresentados pelos colégios militares, que proporcionam rigoroso padrão de qualidade, primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) de Goiás e destaque no Enem”.

Diz o texto ainda que os colégios militares “têm sua eficácia e credibilidade atestadas pela comunidade, que ressalta, inclusive, os ensinamentos de cidadania que são ministrados, com destaque para o respeito ao cidadão”

Segundo o projeto, ficará a cargo da pasta da Educação propor ao governador a extinção dos cargos em comissão ou funções comissionais “quantos bastem” para compensar o custo financeiro decorrente do acréscimo de Funções Comissionadas de Administração Educacional Militar.

A mensagem ressalta ainda que a execução da medida “em hipótese alguma” poderá trazer prejuízo aos alunos, ficando vedada a transferência de pessoal docente ou administrativo para outros colégios da Seduce, a fim de que a regularidade do ensino nelas seja mantida intacta.

Foto: Wesley Costa

Com informações de Diário da Manhã

Manifestantes contra golpe cercam comitiva de senadores brasileiros na Venezuela

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A comitiva com senadores do PSDB, DEM e PSD encontrou forte resistência popular ao chegar em Caracas hoje. Segundo o senador Cássio Cunha Lima, em entrevista para O Globo, após deixar o aeroporto o ônibus foi cercado por populares pró-Maduro cantando palavras de ordem como “Chávez se multiplicou” e “Fora, Fora!”. Esse acontecimento se deu em manifestação dos venezuelanos contra as tentativas de golpe da direita venezuelana e latino-americana.

Os senadores estão na Venezuela representando o Senado Federal em uma missão politica naquele país. Há alguns anos, desde a chegada do presidente Chávez ao poder, grupos oposicionistas tentam, com apoio dos EUA, arquitetar um golpe na Venezuela. Com a morte de Chávez, vários grupos, apoiados pelos EUA, infiltram manifestações de ódio e inflam tentativas de golpe na gestão do Presidente Nicolás Maduro.

Ao tentar se somar aos grupos e países que apoiam uma tomada golpista de poder na Venezuela, os senadores brasileiros se dispuseram a visitar presos julgados e condenados pela justiça venezuelana, acusando a Venezuela de ter realizado prisões políticas. No entanto, os políticos foram presos por ordem da justiça venezuelana, de acordo com a Constituição e soberania daquele país.

Ao enfrentar forte resistência na chegada à Venezuelana, a comitiva dos senadores, que estão acompanhados das mulheres dos presos desde a chegada no aeroporto, está parada no trânsito neste momento, segundo O Globo.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, teria ficado muito irritado ao saber da notícia.

Senadora Lúcia Vânia se desfilia do PSDB e diz: “Não acredito em uma oposição movida a ódio”

A senadora Lúcia Vânia (GO) comunicou em Plenário, nesta quarta-feira (17) sua desfiliação do PSDB, partido no qual está há mais de 20 anos.

A senadora traçou um rápido histórico de sua trajetória política, lembrando que assumiu a Secretaria Nacional de Assistência Social a convite do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Nesta secretaria, a senadora implantou a Lei Orgânica da Assistência Social, a Loas, e criou o benefício continuado para idosos e pessoas com deficiência.

Lúcia Vânia lembrou ainda que implantou o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PET), que resultou na retirada de mais de 100 mil crianças de trabalhos considerados nocivos. A senadora recordou, ainda, a formulação da Lei Nacional do Idoso e a criação de centros de convivência por todo o país.

A senadora disse, ainda que apoiou todas as últimas candidaturas presidenciais pelo PSDB: José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

Lúcia Vânia fez um agradecimento especial ao presidente do Senado, Renan Calheiros, pelo seu empenho na valorização do papel da mulher na política brasileira.

– Saio em busca de um novo espaço que me traga motivação, uma nova compreensão deste momento ímpar que vivenciamos no país. Não acredito em uma oposição movida a ódio. Na minha visão, esse confronto que se estabeleceu no Congresso Nacional entre situação e oposição para dar resposta a uma sociedade órfã de lideranças é simplesmente irracional. Nós estamos adubando os caminhos para os extremos, para os radicais se aninharem em todos os espaços da vida nacional. O nosso papel, mais do que nunca, precisa ser de equilíbrio e sensatez sem, contudo, deixar de condenar os desvios, a má gestão, o descompromisso com o dinheiro público. Mas isso deve ser feito com a preocupação de oferecer alternativas e reavivar esperanças. Saio em busca dessa utopia – disse a senadora.

Agência Senado

Promotor: FHC e Aécio são cúmplices de ‘golpismo’ na Venezuela

“Eu respeito a autodeterminação dos povos, por isso peço o mesmo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a seu pupilo (Aécio) Neves. Gostaria de dizer a eles que, por favor, não se envolvam em assuntos internos da Venezuela, dando apoio a grupos extremistas responsáveis pela morte de mais de 40 pessoas”, disse Tarek William Saab, Promotor do Povo da Venezuela, em entrevista à Carta Maior.

Por Darío Pignotti, da Carta Maior

“Eu respeito a autodeterminação dos povos, por isso peço o mesmo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a seu pupilo (Aécio) Neves. Gostaria de dizer a eles que, por favor, não se envolvam em assuntos internos da Venezuela, dando apoio a grupos extremistas responsáveis pela morte de mais de 40 pessoas”.

A afirmação é de Tarek William Saab, que encabeça a Promotoria do Povo (órgão do Ministério Público especialmente ligado ao Poder Cidadão da Venezuela), em entrevista para Carta Maior, a respeito do que ele descreveu como “o apoio de FHC e Aécio aos dirigentes golpistas do meu país à conspiração contra os esforços para o diálogo realizados pelo governo do presidente Nicolás Maduro”.

Na última terça-feira (5), FHC recebeu as esposas de Leopoldo López e Antonio Ledezma, políticos “processados por seus vínculos com a onda de violência insurrecional que deixou 43 mortos no ano passado”, recordou Saab, pouco depois de chegar em Brasília, para reuniões marcadas nesta quinta no Senado e “um possível encontro com alguns ministros do governo”.

Carta Maior: Segundo se informou, FHC poderia fazer, em breve, uma visita a Caracas, na condição de membro do Clube de Madrid?

Tarek William Saab: Isso seria uma interferência inaceitável por parte do ex-presidente Cardoso. Sua atitude, e seu pupilo (Aécio) Neves, deve terminar, não podemos admitir este tipo de intromissão lesiva à soberania nacional da Venezuela. É inadmissível, uma agressão, e digo isso na condição de presidente de um dos cinco poderes da República, que é o Poder Cidadão. É lamentável que Cardoso seja parte das campanhas do Clube de Madrid.

CM: O que é o Clube de Madrid?

TWS: Um grupo formado por muitos ex-presidentes, lá está o ex-mandatário espanhol Felipe González que foi declarado persona non grata na Venezuela. Vou dizer de forma mais direta, o Clube de Madrid é um cartel integrado por assassinos, processados por crimes contra os direitos humanos, como José María Aznar (ex-presidente da Espanha, sucessor de González, embora seu opositor histórico).

As tropas espanholas também participaram da matança contra iraquianos durante a invasão norte-americana, na década passada, quando Aznar, do conservador Partido Popular, fez o país apoiar substantivamente a missão. Quando Felipe González (do Partido Socialista Operário, de centro-esquerda) foi presidente, entre os Anos 80 e 90, o país financiou um grupo de extermínio parapolítico chamado GAL (Grupos Antiterroristas de Libertação). Outro que está no Clube de Madrid é Álvaro Uribe, ex-mandatário colombiano, um monstruoso violador dos direitos humanos em seu país, que foi processado e é conhecido no planeta como um criminoso protegido pelos Estados Unidos.

Mas não nos equivoquemos, o Clube de Madrid não é só Felipe González, e Aznar, e Uribe, e Cardoso. Quem realmente dirige o grupo é Barack Obama, ele é o dono desse circo. Há 15 anos, os Estados Unidos estão por trás das conspirações para desestabilizar o governo progressista da Venezuela. E há 15 anos o povo venezuelano tem feito um trabalho heroico de resistência contra esse plano conspiratório internacional.

CM: O que você acha da opinião da presidenta Dilma Rousseff?

TWS: Ela tem contribuído para a harmonia na Venezuela, através de suas participações na Unasul, na Celac, em seus pronunciamentos contra a decisão de Obama de declarar a Venezuela uma ameaça. As posições do governo brasileiro propiciam o entendimento em nosso país, e facilitam a existência de um ambiente pacífico. Seguindo nesse ponto, quero destacar a importância que tem a rejeição popular às medidas arbitrárias de Obama, como as que vimos no mês passado, na Cúpula das Américas, no Panamá, que enfrentou uma posição unitária dos países latino-americanos, todos contra a postura estadunidense.

CM: As esposas de López e Ledezma disseram que a Venezuela é uma ditadura, onde há dezenas de presos políticos.

TWS: Primeiro, digo que na República Boliviariana da Venezuela existem cinco poderes que constituem o Estado. Eu presido um deles, e respeito a autonomia dos demais. Os senhores López e Ledezma estão sendo processados pelos tribunais penais, completamente autônomos do poder político.

No caso de López, a acusação é de autoria intelectual de uma avançada violenta iniciada no começo de 2014, onde houve 43 mortos. Está sendo responsabilizado por instigar a insurreição violenta e por desconhecer as autoridades eleitas.

CM: Os presos estão recluídos em condições dignas?

TWS: Da nossa parte, como instituto responsável por velar pelos direitos humanos, posso garantir que temos visitado o senhor López em seu lugar de detenção, e comprovamos que está em condições absolutamente dignas. No caso de Ledezma, ele já não está em um presídio. É importante que a opinião pública internacional, que muitas vezes é enganada pelas grandes cadeias mundiais de notícias, saiba que Ledezma está em sua casa. Ele teve um problema de saúde, parece que foi uma hérnia, e por essa razão foi concedida a mudança no lugar de detenção, aplicando o benefício da prisão domiciliar.

CM: Politicamente falando, qual é a representatividade de López e Ledezma?

TWS: Eles formam parte da oposição, representam o setor mais radicalizado e extremista, que é visto com simpatia pelos Estados Unidos. Optaram pela via insurrecional, de desconhecimento da legitimidade de um presidente eleito, como Nicolás Maduro, que venceu nas urnas com uma vantagem de mais de 200 mil votos. Em nenhum país do mundo discute-se a legitimidade de um presidente que ganhou as eleições. Nem Al Gore objetou a polêmica vitória de George W. Bush em 2000. Embora em 2014, em El Salvador, a agrupação ultradireitista Arena questionou o triunfo da Frente Farabundo Martí, que foi muito estreito (0,3%), o que talvez seja uma nova tendência de alguns grupos políticos no continente. Mas é muito importante que a opinião pública brasileira saiba que López e Ledezma não são representativos de toda a oposição venezuelana, que essa é uma mentira na que as cadeias internacionais, como a CNN, repetem muito.

CM: O que reproduz a postura hostil da CNN para com o governo venezuelano.

TWS: É verdade, mas foi um exemplo, não quero ficar somente no que faz este ou aquele canal de notícias. Prefiro falar dos senhores da imprensa em geral, o golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez, em 2002, foi comandado pelos canais de televisão privados. Um almirante golpista chegou a admitir – se não houvesse sido pela participação da imprensa no golpe, ele não haveria acontecido.

É preciso acabar com esse costume na América Latina, onde os senhores dos meios de comunicação se sentem no direito de impor e derrubar presidentes, impor deputados, governadores, etc.

A política deve ser feita com as pessoas e para elas, deve ser feita nas ruas, deve ser feita com debates, com ideias. Não pode ser feita por alguns poucos donos de empresas de comunicação manipulando as pessoas. A política não pode ser feita só do lobby das multinacionais.

CM: Como quais?

TWS: Por exemplo, um lobby que pode ser considerado um dos mais poderosos do planeta é o lobby sionista, vinculado às grandes instituições financeiras, aos grandes meios de comunicação, à indústria cinematográfica de Hollywood, à indústria discográfica, à indústria do espetáculo e das notícias sobre as celebridades. Entre tantas outras áreas onde ele atua, esse lobby também participou da conspiração contra a Venezuela, assim como o lobby das grandes transnacionais, que não aceitam que o meu país viva uma revolução e que busque sua independência, sua soberania e sua autodeterminação.
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Tradução de Victor Farinelli.

De 247

Mais um estado governado pelo PSDB deve entrar em greve

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás divulgou na manhã desta terça-feira um vídeo nas redes sociais convocando todos os trabalhadores da educação para uma Assembléia Geral com indicativo de greve.

As pautas apresentadas pelo sindicato são os informes, piso salarial, pagamento integral pago dentro do mês trabalhado, data-base integral para os administrativos, salários dos contratos temporários, realização de concursos, não às OS’s e a aprovação dos requerimentos.

A assembléia deve acontecer nesta sexta-feira às 09h00min na Assembléia Legislativa de Goiás.

Imagem divulgada nas redes sociais.

Os Educadores/as irão trabalhar apenas a metade de seus turnos, depois vão liberar os alunos. A Operação Tartaruga prossegue até a próxima sexta-feira (8), quinto dia útil em que está previsto o depósito da segunda parcela do salário. Bia de Lima, presidenta do Sintego, avisa que a lentidão que chegou aos salários, já reflete na rotina dos Educadores/as. “Vamos trabalhar de forma devagar para devolver ao governo a lerdeza em pagar os salários. Não admitimos nenhum tipo de parcelamento”, reforça Bia.